SUS inicia distribuição do implante contraceptivo subdérmico em todo o país
- 20 de set. de 2025
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No dia em que o Sistema Único de Saúde (SUS) completa 35 anos, o Ministério da Saúde recebeu as primeiras remessas do implante subdérmico contraceptivo de etonogestrel, conhecido como Implanon. A entrega de mais de 100 mil unidades do dispositivo e 100 kits de treinamento ocorreu nesta sexta-feira (19/9), no Aeroporto de Guarulhos (SP), acompanhada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O dispositivo é considerado um avanço no planejamento reprodutivo por sua alta eficácia e longa duração: pode atuar no organismo por até três anos, sem necessidade de manutenção durante esse período. Até 2026, o governo federal prevê distribuir 1,8 milhão de implantes, sendo 500 mil ainda em 2025, em um investimento estimado em R$ 224 milhões.
As primeiras unidades já integram os estoques do Ministério da Saúde, e a distribuição aos estados e ao Distrito Federal está programada para o início de outubro. Segundo a pasta, terão prioridade as regiões com maior vulnerabilidade social e elevados índices de gravidez na adolescência.
Treinamento de profissionais
Junto da entrega dos implantes, o ministério também iniciará, entre outubro e dezembro deste ano, as Oficinas de Qualificação para a Implementação do Implante Subdérmico, que ocorrerão em todos os estados e no DF. Nessas oficinas, profissionais da Atenção Primária à Saúde receberão treinamento para a inserção do dispositivo. Os kits de capacitação incluem aplicadores, placebos, braços anatômicos e outros instrumentos de apoio.
Gestores locais também participarão das atividades, com foco no planejamento da oferta do método contraceptivo nos territórios.
Sobre o método
O implante subdérmico é um contraceptivo reversível de longa duração (LARC). Após três anos de uso, deve ser retirado e, caso haja interesse, um novo pode ser aplicado imediatamente, com a fertilidade retornando rapidamente após a remoção. Até então, o único LARC disponível no SUS era o DIU de cobre.
Atualmente, o SUS oferece uma variedade de métodos contraceptivos, entre eles: preservativos interno e externo, DIU de cobre, anticoncepcionais orais combinados, pílula de progestagênio, injetáveis mensais e trimestrais, além de métodos definitivos, como laqueadura tubária bilateral e vasectomia. No entanto, apenas os preservativos garantem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Incorporação ao SUS
A decisão de disponibilizar o implante no sistema público foi tomada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) em julho deste ano. Desde então, o Ministério da Saúde tem trabalhado na atualização das diretrizes clínicas, aquisição dos dispositivos, logística de distribuição e capacitação de profissionais.









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