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Rio Grande do Sul tem a CNH mais cara do Brasil, com custo próximo a R$ 5 mil

  • 16 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

O Rio Grande do Sul lidera o ranking das carteiras de habilitação mais caras do país. Segundo levantamento divulgado nesta semana pelo Ministério dos Transportes, com base em dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o custo médio para obter a CNH na categoria AB (carro e moto) no estado chega a R$ 4.951,35. O valor é mais de três vezes maior que o salário mínimo em vigor, de R$ 1.518.


A diferença entre a habilitação mais cara e a mais barata do Brasil ultrapassa R$ 3 mil. Enquanto no RS o gasto se aproxima dos R$ 5 mil, na Paraíba o custo é de R$ 1.950,40. Já em São Paulo, o valor também fica abaixo dos R$ 2 mil: R$ 1.983,90.



No Rio Grande do Sul, os valores médios, quando analisadas as categorias separadamente, ficam em:


Categoria A (moto): R$ 2.705,84


Categoria B (carro, sem simulador): R$ 2.711,91


Justificativa do DetranRS


Em nota, o DetranRS explicou que o custo da CNH envolve taxas públicas — que representam menos de 20% do total — e serviços privados. As taxas incluem exames teóricos, práticos, de saúde e a expedição do documento. Já a maior parte do valor corresponde às aulas obrigatórias em Centros de Formação de Condutores, atualmente fixadas em 45 horas/aula teóricas e 20 horas/aula práticas.


“O processo de habilitação deve ser compreendido não apenas como a emissão de um documento, mas como um curso de formação para que o aluno aprenda a conduzir veículos com segurança”, destacou o departamento.

Alto custo e informalidade


O Instituto Nexus aponta que cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação. A pesquisa “Perfil do Condutor Brasileiro” revelou que 32% dos entrevistados afirmaram não ter CNH devido ao preço elevado. Além disso, 80% consideram o documento “caro” ou “muito caro” e 66% acreditam que o valor não corresponde ao serviço oferecido.


No fim de julho, o ministro dos Transportes, Renan Filho, declarou que o governo estuda mudanças para reduzir os custos do processo de habilitação. Uma das medidas em análise é a dispensa da obrigatoriedade das aulas em autoescolas.


“Quando o custo de um documento se torna impeditivo, ocorre a informalização: as pessoas passam a dirigir sem carteira. Esse é o pior dos cenários, porque aumenta o risco de acidentes e compromete a segurança no trânsito”, alertou o ministro.

Foto: Divulgação
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