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Panificadora clandestina é interditada com 454 kg de alimentos impróprios

  • 28 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Uma operação conjunta da Delegacia de Proteção aos Direitos do Consumidor (Decon) e da Vigilância Sanitária de Porto Alegre resultou, na manhã de quinta-feira (24), na interdição de uma panificadora clandestina localizada na Zona Norte da capital gaúcha. Durante a ação, duas pessoas foram presas em flagrante por crime contra as relações de consumo, e mais de 454 quilos de alimentos impróprios para o consumo humano foram inutilizados.



De acordo com a Polícia Civil, o estabelecimento operava ilegalmente, mesmo após ter sido interditado em duas ocasiões anteriores. No momento da fiscalização, os agentes flagraram a produção irregular de pães e massas de pizza nas mesmas dependências já interditadas, em desrespeito às normas sanitárias e decisões anteriores dos órgãos fiscalizadores.


Os alimentos encontrados estavam armazenados em condições inadequadas de higiene, o que representava risco à saúde pública. Diante disso, a Vigilância Sanitária determinou a suspensão total das atividades de produção, manipulação e comercialização no local. A empresa só poderá retomar as atividades após cumprir todas as exigências técnicas e sanitárias impostas pelos fiscais.


A investigação também revelou que a panificadora atuava como prestadora de serviço terceirizada de uma indústria distribuidora de massas com atuação nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No entanto, essa informação não constava nos rótulos dos produtos, o que configura violação às normas de rotulagem e direito à informação do consumidor.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A ação foi motivada por uma denúncia recente, que levou à vistoria e constatação das irregularidades. Apenas três dias antes, em 21 de julho, a empresa já havia sido autuada por ausência de alvará sanitário e teve as atividades parcialmente suspensas.


Diante da gravidade dos fatos, os órgãos envolvidos devem acionar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar o processo de recolhimento dos produtos que já foram comercializados.


A Polícia Civil segue investigando a cadeia de distribuição e outros possíveis envolvidos no esquema. A população pode colaborar com denúncias anônimas por meio do telefone 197.

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