Homem que agrediu namorada com 61 socos diz ter sido espancado na cadeia
- 3 de ago. de 2025
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O detento Igor Eduardo Pereira Cabral, preso após agredir brutalmente a namorada dentro de um elevador em Natal (RN), denunciou ter sido vítima de maus-tratos e tortura dentro do sistema prisional do Rio Grande do Norte. O caso está sob apuração da Secretaria da Administração Penitenciária do Estado (SEAP).
A denúncia foi feita após a transferência de Igor para a Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim, na Grande Natal. Segundo ele, os abusos teriam começado no dia 24 de julho, após sua audiência de custódia, quando foi levado inicialmente ao Centro de Recebimento e Triagem (CRT) de Parnamirim. Lá, dividiu cela com outros oito detentos sem registros de conflitos.
No entanto, no dia 30 de julho, foi transferido para uma cela isolada, onde, segundo o relato, passou a sofrer ameaças e agressões. Igor afirma que o agente responsável pela mudança usava balaclava, tinha sotaque carioca e o teria intimidado com frases como: "Você tem duas opções: ser agredido e violentado todos os dias ou se suicidar até sexta-feira".

De acordo com a denúncia, ao chegar à Cadeia Pública de Ceará-Mirim, Igor reconheceu o mesmo agente. Ele relata ter sido despido, algemado e colocado no ralo de um banheiro, onde teria sido espancado com socos, chutes e chineladas. Também afirma ter sido filmado nu, cuspido e forçado a ingerir spray de pimenta, seguido de novas agressões.
A SEAP confirmou, por meio de nota oficial, que instaurou uma investigação interna para apurar os fatos narrados. O caso deve ser acompanhado pela Corregedoria e pelo Ministério Público.
Agressão registrada por câmeras gerou comoção
Igor foi preso após ser flagrado por câmeras de segurança desferindo 61 socos na namorada dentro de um elevador em Natal. O caso, amplamente divulgado pela imprensa e redes sociais, gerou indignação e comoção em todo o país.
Em entrevista à TV Ponta Negra, afiliada do SBT, a vítima afirmou que o relacionamento já era marcado por violência psicológica. “Ele nunca tinha me batido daquela forma, só tinha me empurrado uma vez. Mas sempre me controlava, me fazia sentir medo”, relatou.
A agressão teria sido motivada por ciúmes, após a mulher mostrar mensagens recebidas em seu celular. "Eu senti que ele ia me bater, por isso não saí do elevador. No corredor não tem câmera. Só pensei em sair dali viva", disse.
O caso segue em investigação pelas autoridades estaduais tanto no âmbito criminal quanto no disciplinar, envolvendo a conduta dos agentes penitenciários.









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