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SUS amplia arsenal contra a endometriose com novas terapias hormonais

  • 16 de jul. de 2025
  • 1 min de leitura

O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer duas novas opções terapêuticas para o tratamento da endometriose: o dispositivo intrauterino com liberação de levonorgestrel (DIU-LNG) e o hormônio desogestrel. A medida, anunciada pelo Ministério da Saúde, visa ampliar o acesso ao tratamento da doença, que atinge aproximadamente 200 milhões de mulheres em todo o mundo — sendo cerca de 8 milhões apenas no Brasil.



A endometriose é uma condição inflamatória caracterizada pela presença do tecido endometrial fora do útero, provocando dores intensas, alterações menstruais e, em alguns casos, infertilidade. A introdução dessas novas tecnologias no SUS busca reforçar a assistência às pacientes, especialmente na atenção primária.


De acordo com a pasta, o número de atendimentos relacionados à endometriose apresentou crescimento significativo entre 2022 e 2024. Na atenção básica, os registros saltaram de 115 mil para 144 mil casos, um aumento de 30%. Já nos serviços especializados, o avanço foi ainda mais expressivo, com elevação de 70% nos atendimentos — de 31,7 mil para 53,7 mil no mesmo período.


O número de internações também teve alta: de 14,7 mil em 2022 para 19,5 mil em 2024, representando uma elevação de 32%. Para o Ministério da Saúde, os novos recursos disponíveis no SUS devem contribuir para o diagnóstico precoce e o manejo mais eficaz da endometriose, melhorando a qualidade de vida das pacientes e desafogando o sistema com medidas menos invasivas e mais acessíveis.

Foto: Divulgação
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