RS registra terceira morte confirmada pelas chuvas; número de desabrigados ultrapassa 2 mil
- 20 de jun. de 2025
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A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou, nesta sexta-feira (20), a terceira morte relacionada às fortes chuvas que atingem o estado desde o início da semana. A vítima é Mauro Perfeito da Silva, de 72 anos, advogado e presidente do diretório municipal do Podemos em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Silva faleceu após ser atingido por uma árvore que caiu sobre o carro em que estava, na tarde de quinta-feira (19). No veículo também estava sua filha, Lilian Soares da Silva, de 38 anos, que foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal Getúlio Vargas. Ela recebeu alta na manhã desta sexta, por volta das 9h, conforme informou a instituição.
Outras duas mortes já haviam sido registradas em razão dos temporais: uma em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, e outra em Candelária, na região dos Vales. Além disso, segue desaparecida uma pessoa em Candelária desde terça-feira (17), enquanto um óbito ocorrido em Santa Tereza, também na Serra, está sendo analisado pela Defesa Civil como possível acidente de trânsito e ainda não foi incluído no balanço oficial de vítimas das chuvas.
De acordo com o boletim divulgado pelo governo estadual às 9h desta sexta, o número de pessoas diretamente impactadas pelas intempéries chega a 6.016 — sendo 4.011 desalojadas (acolhidas em residências de parentes, amigos ou acomodações particulares) e 2.005 desabrigadas (dependentes de abrigos públicos ou assistenciais).
Ainda segundo os dados oficiais, 552 pessoas e 125 animais já foram resgatados em diversas regiões do estado. Os estragos causados pela chuva afetaram diretamente 98 dos 497 municípios gaúchos.
Em resposta à situação crítica, a Prefeitura de Jaguari decretou estado de calamidade pública. Outras oito cidades já oficializaram situação de emergência: Agudo, Cacequi, Cerro Branco, Cruzeiro do Sul, Dona Francisca, Nova Palma, Passa Sete e São Sebastião do Caí.
As autoridades seguem em alerta e recomendam que a população residente em áreas de risco mantenha atenção aos comunicados oficiais, evite deslocamentos desnecessários e procure abrigo seguro sempre que necessário.










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