Rio Grande do Sul perde Bagre Fagundes, um dos maiores nomes do tradicionalismo gaúcho
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O tradicionalismo gaúcho está de luto com a morte de Bagre Fagundes, ocorrida neste domingo (2), aos 86 anos. Reconhecido como uma das maiores referências na preservação e divulgação da cultura do Rio Grande do Sul, o artista construiu uma trajetória marcada pela música, pelo humor e pelo compromisso com as tradições gaúchas.
Nascido em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, em 3 de outubro de 1939, Euclides Fagundes Filho adotou ainda na juventude o apelido de Bagre, nome pelo qual se tornou conhecido em todo o Estado e no cenário cultural brasileiro.
Ao longo da vida, desempenhou diversas atividades. Formado em Direito pela Universidade de Cruz Alta, atuou como advogado, foi vereador em Alegrete, exerceu funções como jogador e árbitro de futebol, presidiu o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e também escreveu como colunista do Diário Gaúcho.

Foi, porém, na música que consolidou sua maior contribuição. Ao lado do irmão Nico Fagundes, compôs "Canto Alegretense", obra que se tornou um dos maiores símbolos da identidade cultural gaúcha e uma das canções mais conhecidas do repertório regionalista.
A notícia da morte provocou grande comoção entre artistas, entidades tradicionalistas, lideranças e admiradores. Diversas manifestações de pesar foram publicadas nas redes sociais, destacando a importância de Bagre Fagundes para a preservação do patrimônio cultural do Estado.
O velório será realizado nesta segunda-feira (3), no Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, em Porto Alegre, com início às 10h e encerramento previsto para as 16h. Até o momento, as informações sobre o sepultamento ainda não haviam sido divulgadas.
Com uma carreira dedicada à valorização das tradições do Rio Grande do Sul, Bagre Fagundes deixa um legado que permanece vivo por meio de suas músicas, de sua atuação no movimento tradicionalista e da contribuição para fortalecer a identidade cultural gaúcha ao longo de várias décadas.









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