Mulher desenvolve necrose após picada de aranha-marrom e é hospitalizada
- 2 de jul. de 2025
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Uma mulher foi hospitalizada nesta terça-feira (1º) em Blumenau, no Vale do Itajaí, após ser picada por uma aranha-marrom, considerada uma das espécies mais perigosas do Brasil. Segundo o Corpo de Bombeiros, o ataque teria ocorrido no dia anterior, mas a vítima só procurou socorro quando os sintomas se agravaram.
Ao chegarem ao local, os socorristas identificaram uma área de necrose no mamilo direito da paciente, sinal claro da ação do veneno. Apesar da gravidade da lesão, a mulher estava consciente, orientada e conseguia se locomover. No entanto, os sinais vitais estavam alterados, o que motivou o encaminhamento imediato ao Hospital Santo Antônio. Até o momento, não foram divulgadas atualizações sobre seu quadro clínico.
Risco oculto em ambientes domésticos
A aranha-marrom (do gênero Loxosceles), também chamada de aranha-violino, é discreta e de hábitos noturnos. Costuma se abrigar em locais escuros e pouco acessados, como atrás de móveis, frestas de parede e dentro de roupas ou calçados. Sua picada, inicialmente quase imperceptível, pode evoluir para quadros graves se não houver tratamento rápido.
Evolução da picada
Nos primeiros momentos, a dor pode ser leve, o que leva muitas pessoas a subestimarem o risco. Nas horas seguintes, a pele pode apresentar palidez, seguida de escurecimento e formação de manchas arroxeadas, bolhas ou vesículas. Em casos mais severos, o veneno pode provocar necrose do tecido, hemólise (destruição das hemácias) e até insuficiência renal aguda.
Primeiros cuidados e prevenção
Em caso de suspeita de picada, a orientação é:
Lavar a região com água e sabão;
Evitar remédios caseiros ou pomadas sem prescrição;
Buscar atendimento médico com urgência.
Para evitar acidentes, especialistas recomendam:
Sacudir roupas, toalhas e calçados antes de vestir;
Manter camas e móveis afastados das paredes;
Vedar frestas e rachaduras em paredes e rodapés;
Fazer a limpeza periódica de locais escuros e pouco utilizados.

A ocorrência reforça a importância da atenção a esses aracnídeos, especialmente em regiões onde sua presença é comum. O cuidado preventivo pode evitar consequências graves à saúde.









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