Mofo se intensifica no inverno e pode agravar problemas respiratórios dentro de casa
- 6 de jul.
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Com a chegada do inverno, o aumento da umidade e a redução da ventilação nos ambientes tornam as residências mais suscetíveis ao aparecimento de mofo. Além de causar manchas e danos em paredes, tetos, móveis e roupas, o fungo representa um risco à saúde, especialmente para pessoas com doenças respiratórias, como asma e rinite alérgica.
A situação é comum em cidades de clima mais frio, como Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, onde muitos moradores convivem com o problema durante a estação. A nutricionista Camila da Rocha, que se mudou recentemente para o município, relata que percebeu o surgimento de bolor no teto do banheiro e próximo ao piso. Segundo ela, a pouca incidência de luz solar, causada pela vegetação ao redor do imóvel, contribui para a retenção da umidade no apartamento.
Para quem sofre de alergias, os efeitos podem ser ainda mais preocupantes. Camila, que convive com asma desde a infância, afirma que a presença do mofo aumenta sua preocupação com a saúde respiratória.
De acordo com a professora do curso de Engenharia Química da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Camila Baldasso, os fungos estão naturalmente presentes no ambiente, mas encontram condições ideais para se desenvolver quando há umidade, pouca circulação de ar e acúmulo de poeira. Esse conjunto de fatores favorece a proliferação do mofo durante os meses mais frios do ano.
Para reduzir o problema, a especialista recomenda manter os ambientes bem ventilados, abrindo janelas opostas por cerca de 15 a 20 minutos nos períodos de sol, medida que ajuda a renovar o ar e diminuir a umidade interna.
Na limpeza das áreas afetadas, o vinagre de álcool pode ser utilizado puro sobre a superfície com mofo, devendo permanecer por aproximadamente uma hora antes da remoção com pano úmido. Já a água sanitária é indicada para materiais não porosos, como azulejos e vidros, desde que seja diluída em água na proporção de um para um. Em ambos os casos, é indispensável o uso de luvas e máscara para evitar a exposição aos produtos químicos e aos esporos dos fungos.
Outras alternativas incluem o uso de recipientes com cloreto de cálcio dentro de armários e guarda-roupas para absorver a umidade, além de desumidificadores elétricos, que retiram o excesso de água do ar e ajudam a manter os ambientes mais secos, embora representem um investimento maior.
Especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a melhor estratégia para evitar a proliferação do mofo, preservando tanto a estrutura dos imóveis quanto a saúde dos moradores durante o inverno.









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