Inverno começa com alerta de frio intenso e excesso de chuva no Rio Grande do Sul
- 19 de jun. de 2025
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O inverno astronômico começa oficialmente nesta sexta-feira (20), às 23h42, com cenário de neutralidade no Oceano Pacífico Equatorial e previsão de frio moderado a intenso, além de chuvas expressivas no Rio Grande do Sul. A nova estação se estende até as 15h19 de 22 de setembro e deverá apresentar comportamento climático típico da transição entre outono e primavera, com períodos alternados de instabilidade e calor fora de época.
Enquanto o inverno climático, adotado pela climatologia por considerar datas fixas, teve início no dia 1º de junho e vai até 31 de agosto, o chamado inverno astronômico começa com o solstício e passa a vigorar a partir da noite desta sexta.
Segundo a mais recente análise do Centro de Previsão Climática (CPC) da NOAA, em parceria com a Universidade de Columbia (EUA), a chance de neutralidade climática durante o trimestre (junho a agosto) é de 73%, com análise da região Niño 3.4 indicando temperatura do mar em 0,0ºC, ou seja, sem ocorrência de El Niño ou La Niña.
A tendência para o inverno de 2025 aponta cenários distintos entre as regiões do Brasil. Enquanto o Centro-Oeste e o Sudeste devem vivenciar o período mais seco do ano, com índices abaixo ou dentro da média histórica, o Sul do país, especialmente o Rio Grande do Sul, pode enfrentar volumes de chuva significativamente acima do normal.
Inclusive, apenas nos primeiros 19 dias de junho, várias cidades da Metade Oeste gaúcha já superaram a média de precipitação esperada para todo o inverno climático, com registros entre 400 mm e 500 mm. Mesmo que os próximos meses sejam menos chuvosos, algumas áreas já garantiram uma estação com precipitação acima da média.
A MetSul Meteorologia projeta que julho e agosto devem registrar volumes menores do que os acumulados de junho, embora haja risco de episódios de instabilidade mais intensa, principalmente no final da estação e no início da primavera, período que historicamente traz fortes temporais e chuvas concentradas.
Temperaturas: inverno será mais frio que 2024, mas com variações bruscas
Em termos de temperatura, a tendência é de um inverno mais gelado que o do ano passado, porém sem constância prolongada de frio extremo. Junho e julho devem concentrar os dias mais frios, mas a previsão também inclui períodos de calor atípico em agosto e setembro, típicos da transição para a primavera.
Essas oscilações térmicas, comuns nos meses finais da estação, podem gerar mudanças abruptas de tempo, com risco de tempestades e impactos na agricultura, especialmente na fruticultura. Os ventos e as variações bruscas entre calor e frio devem exigir atenção redobrada.

Vale lembrar que, apesar de junho estar completamente inserido no inverno climático, dois terços do mês ainda pertencem ao outono sob a ótica astronômica, o que justifica a diversidade de padrões meteorológicos observados até aqui.
Em resumo:
Início do inverno astronômico: 20 de junho, às 23h42
Cenário climático: neutralidade no Pacífico, sem El Niño ou La Niña
Chuva: acima da média no Sul; abaixo ou dentro da média no Sudeste/Centro-Oeste
Temperatura: frio pontual, mas com intervalos de calor, sobretudo em agosto e setembro
Risco: tempestades severas e impactos na agricultura por variações bruscas de clima
Com esse panorama, o inverno de 2025 promete ser marcado por contrastes, exigindo atenção de produtores, autoridades e da população diante das possíveis adversidades climáticas.









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