Ciclone raro deve provocar temporal prolongado e ventos extremos no Rio Grande do Sul
- 8 de dez. de 2025
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A MetSul Meteorologia emitiu um alerta para a formação de um ciclone de grande intensidade, que começa a influenciar as condições do tempo no Rio Grande do Sul a partir desta semana. O fenômeno tem origem em um centro de baixa pressão extremamente profundo, identificado nesta segunda-feira no Nordeste da Argentina, e deve provocar uma sequência de instabilidades, com chuva volumosa, temporais severos e ventos muito fortes em diversas regiões do Estado.
No início do período, o sol ainda aparece entre nuvens em parte do território gaúcho, especialmente na Metade Leste, mas a nebulosidade aumenta gradualmente. A instabilidade avança pelo Oeste e se espalha rapidamente, trazendo pancadas de chuva, rajadas de vento e risco de granizo e vendavais isolados. Já há registro de chuva em alguns pontos pela manhã, mas os eventos mais intensos tendem a ocorrer entre a tarde e a noite. Apesar da queda nas temperaturas, o calor ainda persiste em áreas do Estado.
Segundo a MetSul, trata-se de um ciclone atípico e potencialmente perigoso, tanto pela época do ano quanto pela formação inicial sobre o continente, intensidade elevada, trajetória irregular e pressão atmosférica excepcionalmente baixa. Modelos meteorológicos indicam valores entre 985 hPa e 990 hPa em áreas do Rio Grande do Sul, números considerados raríssimos e que, se confirmados, podem ser os menores desde o furacão Catarina, em 2004. A empresa ressalta, no entanto, que o sistema não se trata de um furacão.
Um dos principais fatores de preocupação é o deslocamento lento do ciclone, o que deve manter as condições de risco por vários dias, pelo menos até a quinta-feira. A previsão indica chuva excessiva em pontos isolados do Sul do Brasil, com acumulados que podem variar entre 150 mm e 300 mm. Embora a precipitação atinja diversas áreas do interior, o volume mais abrangente e intenso está previsto para terça-feira.
Na quarta-feira, a chuva segue forte, especialmente nas regiões Sul e Leste do Estado. O ciclone também deve provocar uma sequência de temporais severos em vários estados do Sul, com possibilidade de granizo de diferentes tamanhos e vendavais potencialmente destrutivos. Os meteorologistas não descartam, ainda, o risco de formação de tornados.
Os ventos ciclônicos associados ao sistema são outro ponto de alerta. As rajadas podem persistir por horas e alcançar entre 60 km/h e 80 km/h na maior parte do Rio Grande do Sul. No Sul e no Leste gaúcho, os ventos podem variar de 80 km/h a 100 km/h, com picos entre 100 km/h e 130 km/h em áreas do litoral, entorno da Lagoa dos Patos e regiões do extremo Sul. Em áreas elevadas da encosta da Serra, entre o Nordeste gaúcho e o Planalto Sul catarinense, as rajadas podem atingir 100 km/h a 150 km/h.
Diante do cenário, a recomendação é de atenção redobrada da população e acompanhamento constante dos boletins meteorológicos, já que o fenômeno reúne características raras e potencial para causar impactos significativos.










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