Cachoeira inicia implantação de novo método contraceptivo gratuito pelo SUS
- 24 de jun.
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A Secretaria Municipal da Saúde de Cachoeira do Sul dá início, a partir desta semana, à oferta do implante subdérmico Implanon na rede pública. Considerado um dos métodos contraceptivos reversíveis mais modernos e eficazes disponíveis atualmente, o dispositivo passa a integrar o rol de serviços de planejamento reprodutivo do Sistema Único de Saúde (SUS) no município.
A implementação do novo recurso ocorre de forma escalonada. Nesta quarta e quinta-feira (24 e 25), enfermeiros da rede participam de capacitação teórica na Ulbra. Na sexta-feira (26), está previsto o treinamento prático, que ocorrerá simultaneamente em quatro unidades de saúde localizadas nos bairros Promorar, Barcelos, Noêmia e Carvalho (ESF Márcia Pertille da Costa). Os primeiros 17 procedimentos serão realizados já nesta sexta, beneficiando pacientes previamente selecionadas.
Segundo a secretária municipal da Saúde, Camila Barreto, a adoção gradual da nova política de planejamento reprodutivo, instituída pelo Ministério da Saúde, é necessária para garantir organização logística, segurança das equipes e das pacientes, além da gestão adequada do estoque de materiais.
Critérios de priorização e fluxo de atendimento
O acesso ao Implanon inicia-se na unidade de saúde mais próxima da residência da usuária. A paciente passa por acolhimento, consulta de enfermagem e avaliação clínica individualizada, momento em que recebe orientações detalhadas sobre benefícios e riscos de cada método contraceptivo disponível. A escolha deve ser livre e esclarecida, com assinatura de termo de consentimento antes da inserção do implante.
Nesta fase inicial, a distribuição seguirá critérios de priorização definidos pelo governo federal. Serão contempladas, prioritariamente, mulheres em situação de vulnerabilidade social, aprovadas clinicamente para o procedimento. O município recebeu a primeira remessa com 177 unidades do medicamento.
O Implanon é indicado preferencialmente para mulheres em idade fértil, incluindo adolescentes e puérperas, que apresentem contraindicação ao estrogênio ou dificuldade de adesão a métodos de uso contínuo, como pílulas diárias, injeções mensais ou trimestrais, DIU de cobre e procedimentos definitivos como laqueadura e vasectomia.
Método complementar, não substitutivo
A gestora reforça que a gravidez não planejada permanece como um desafio de saúde pública. A ampliação do acesso aos contraceptivos, segundo ela, representa um investimento na segurança da saúde sexual e reprodutiva das mulheres, além de oferecer ferramentas para o planejamento familiar consciente.
O implante subdérmico, no entanto, não substituirá os demais métodos já ofertados pelo SUS. A secretaria ressalta que o uso de preservativos continua sendo indispensável, por ser o único recurso que oferece proteção simultânea contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Após a inserção, a paciente deve retornar à unidade em até 30 dias para avaliação, podendo buscar atendimento a qualquer momento, se necessário. Acompanhamentos periódicos serão realizados ao longo da vigência do método, que tem validade de três anos, incluindo a remoção quando solicitada pela usuária, por indicação clínica ou por término da eficácia.









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