Brasileiro vai pagar mais: conta de luz deve ter uma das maiores altas dos últimos anos
- 12 de jun.
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Os consumidores brasileiros devem enfrentar um novo aumento nas contas de energia elétrica em 2026. Projeção divulgada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indica que as tarifas terão reajuste médio de 8,6% no próximo ano, percentual superior às previsões inflacionárias para o período.
De acordo com o levantamento da agência reguladora, a elevação dos preços será influenciada principalmente pelo crescimento dos encargos setoriais, pelos custos de aquisição de energia e pela incorporação de componentes financeiros que impactam diretamente a formação das tarifas.
Entre os fatores que mais pressionam os reajustes está a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo utilizado para custear subsídios e programas públicos do setor elétrico. Os recursos financiam iniciativas como a tarifa social para famílias de baixa renda, incentivos a fontes renováveis de energia, projetos de universalização do serviço e o abastecimento de regiões isoladas que não estão conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Segundo a Aneel, os encargos setoriais deverão representar cerca de 20,6% da composição média da tarifa residencial em 2026, sem considerar a incidência de tributos. Além disso, os componentes financeiros incorporados às tarifas no próximo ciclo tarifário terão impacto médio estimado em 4,3% sobre as contas de luz em todo o país.

As projeções da agência indicam que a tarifa residencial de referência poderá atingir R$ 851 por megawatt-hora (MWh) até dezembro de 2026. Na composição desse valor, aproximadamente R$ 354 correspondem aos custos de geração de energia, R$ 262 à distribuição, R$ 175 aos encargos setoriais e R$ 60 à transmissão.
O reajuste previsto supera as estimativas de inflação utilizadas pela própria Aneel para o período, que apontam avanço de 4,9% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e de 5,8% para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), indicando que a energia elétrica deverá pesar ainda mais no orçamento das famílias brasileiras no próximo ano.









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