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Bomba de chimarrão salva mulher de tiro no peito em tentativa de feminicídio no RS

  • 26 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Uma mulher de 28 anos sobreviveu a uma tentativa de feminicídio graças a um objeto inusitado: a bomba de chimarrão que segurava no momento do ataque. O caso aconteceu na manhã de quarta-feira (25), em São Francisco de Assis, na Região Central do Rio Grande do Sul, e mobilizou a Polícia Civil.



Segundo o delegado Marcelo Batista, o autor dos disparos era o ex-namorado da vítima, um homem de 34 anos que não aceitava o término do relacionamento, encerrado há cerca de uma semana. De acordo com a investigação, ele foi até a residência da mulher por volta das 9h da manhã, armado com um revólver calibre .22, e iniciou os disparos.


A vítima estava sentada na área externa da casa, tomando chimarrão, quando foi surpreendida pelos tiros. De seis a oito disparos foram efetuados, sendo que um deles atingiu suas costas. Outro disparo, que seria fatal ao atingir o peito, foi desviado pela bomba do mate, que quebrou com o impacto do projétil.


A mulher foi socorrida e encaminhada para atendimento médico em Santa Maria. Conforme os profissionais de saúde, ela está fora de risco. A identidade da vítima foi preservada por segurança.


Filhos presenciaram o ataque


A cena de violência foi testemunhada pelos três filhos da mulher. O mais velho, de apenas 10 anos, teve um papel crucial ao ajudar a mãe a se livrar das agressões. Após os disparos, o agressor ainda desferiu diversas coronhadas contra a cabeça da vítima, conforme relatado pela polícia.


Após o ataque, o autor dos tiros fugiu do local e foi localizado já sem vida em uma chácara a cerca de 7 km da cidade. A investigação aponta que ele teria tirado a própria vida.


Sem registros anteriores


Ainda segundo o delegado, a vítima não havia registrado boletins de ocorrência nem solicitado medidas protetivas contra o ex-companheiro. “A arma falhou em diversos momentos. Se tivesse funcionado completamente, a história poderia ter terminado de forma trágica”, afirmou Marcelo Batista.


O caso reforça os alertas sobre a importância de denunciar ameaças e situações de violência doméstica, mesmo nos estágios iniciais, para que medidas preventivas possam ser adotadas a tempo.


Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

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