Aumentam os casos de síndrome mão-pé-boca em crianças em Cachoeira
- 11 de jun. de 2025
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A Diretoria de Vigilâncias em Saúde (DVS), por meio de sua equipe de Vigilância Epidemiológica, emitiu nesta terça-feira (10/06) um alerta à população sobre o aumento expressivo de casos da síndrome mão-pé-boca (SMPB) em diferentes regiões da cidade, incluindo instituições de ensino. A elevação nos registros, segundo o órgão, configura um surto em alguns bairros e está associada ao período mais frio do ano, quando a menor circulação de ar em ambientes fechados favorece a propagação de vírus, especialmente entre crianças.
A síndrome mão-pé-boca é uma infecção viral altamente contagiosa, provocada pelo Coxsackie vírus, que afeta predominantemente crianças com menos de cinco anos. A enfermidade se manifesta por meio de pequenas lesões avermelhadas e doloridas na boca, mãos e pés, podendo causar desconforto significativo e, em alguns casos, febre e mal-estar.
O vírus, que habita o sistema digestivo humano, pode provocar também estomatites — inflamações semelhantes a aftas que acometem a mucosa bucal. A transmissão ocorre tanto por contato com secreções da boca e fezes quanto pelas próprias lesões cutâneas. O período de maior contágio é na primeira semana da doença, mas o vírus pode ser transmitido por até quatro semanas após os sintomas cessarem.

A DVS reforça que o tratamento é exclusivamente sintomático e deve seguir os protocolos adotados para outras infecções virais: repouso, alimentação leve, hidratação intensificada e uso de medicamentos como antitérmicos, anti-inflamatórios e anti-histamínicos, conforme prescrição médica.
O comunicado oficial da Vigilância em Saúde — que inclui orientações detalhadas sobre prevenção e contenção da síndrome — está disponível para consulta pública. O órgão recomenda que pais, professores e responsáveis fiquem atentos aos sintomas e redobrem os cuidados com a higiene e ventilação dos ambientes escolares.









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